Aproveito essa ocasião para listar em 10 pontos cruciais as razões que me levam a apoiar Margarida e lutar por sua reeleição. Poderia citar inúmeras outras razões, mas faço o seguinte resumo:
terça-feira, 16 de setembro de 2014
sábado, 31 de maio de 2014
A construção do imaginário sobre a resistência à ditadura civil militar brasileira e o lugar dos atores: dilemas vivos e assombrosos
Texto originalmente escrito para o Dossiê 50 anos do golpe da Universidade Nômade.
O legado da ditadura ainda é forte entre as populações marginalizadas e vulnerabilizadas pela paz do capital, apesar das mobilizações e lutas sociais dos anos 1970 e 1980, com o novo sindicalismo, os “novos movimentos” e a condensação das lutas ao redor da fundação do PT. A luta pela memória é atual.
![]() |
| Colégio Sion, 1980. Foto: Juca Martins. |
A perspectiva que reina há décadas na historiografia e nas ciências sociais brasileiras, de forma vulgar e resumida, pode assim ser esquematizada: a resistência à ditadura civil militar brasileira teve diversas frentes, pacíficas, armadas e institucionais, que culminaram numa espécie de efervescência da sociedade civil nos anos de 1980. Esta nos apresentou novos atores sociais, novos sindicalismos, e novas formas de organização social, levando ao processo de democratização, materializado pela constituição de 1988. Essa constituição foi adjetivada de “cidadã”, expressão essa que demarca claramente o olhar enviesado sobre o imaginário do período e os valores em disputa.
Os novos atores sociais e o novo sindicalismo (que culminou na fundação do Partido dos Trabalhadores), para além da existência real desses atores como “novos”, têm grande relação com a tentativa de construir uma vitória sociológica sobre a tese do “populismo”. Ou seja, com a tentativa de demonstrar como supostamente tais setores em ascensão foram capazes de eliminar as contradições de seus similares em períodos passados, superando o atrelamento ao estado, a convivência paternal com o chefe de estado, a aceitação da suposta tutela, e a ausência de um dinamismo marcado pela origem rural de seus membros.
O meu museu
“Guerra de mamona no
Museu”! O grito empolgado de um dos nossos colegas era o sinal: corríamos todos
para o parque do Museu Mariano Procópio. Formávamos nossas equipes, recolhíamos
as mamonas nas camisas e fazíamos nossas trincheiras imaginárias.
Geralmente em outubro
as jabuticabeiras do parque ficavam carregadas e lá íamos, em turbas de
moleques, saborear as frutas. “Mas cuidado com o guardinha!” Existia
entre nós a sensação de que pegar as frutinhas era algo proibido, o que dava
ainda mais sabor ao feito.
sexta-feira, 22 de novembro de 2013
Por que ativistas e intelectuais reagem tão mal quando são questionados em situações de machismo, homofobia ou racismo?
Ativistas e intelectuais “progressistas” tendem a entender que sua atuação lhes confere certo capital social e político que os protege de seus próprios erros...
A situação que envolveu o professor Paulo Ghiraldelli Jr., que há quatro
anos leciona na UFRRJ, ao longo dos últimos dias tem um caráter emblemático.
Durante uma palestra na I Semana Acadêmica de Filosofia da UFRRJ o professor sofreu um
“escracho”. Trata-se de uma espécie de tática de manifestação em que jovens
expõem alguém a uma situação intensa de protesto, decorrente de alguma posição
política, geralmente ligada a intolerância, discriminação e violência. As
razões do “escracho” ao filósofo se justificaram pelo suposto comportamento
machista, homofóbico e até racista, que segundo alunos e alunas se
materializava em piadas nas aulas e também em textos, como por exemplo, uma
recente coluna intitulada “Diante da mulher nua, pergunto se é “friboi”?.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
Democracia sem multidão?
![]() |
| Foto: Mídia NINJA |
A grande novidade do processo que vivemos é a possibilidade
da multidão nas ruas, dentro de um processo de interação crítica do “velho” com
o “novo” construir uma experiência de poder constituinte. Poder constituinte aqui tratado “como
expansão revolucionária da capacidade humana de construir a história, como
ato de inovação e, portanto, como
procedimento absoluto”(Negri).
O “velho” se traduz nas bandeiras transformadoras da
modernidade, muitas ainda não concluídas. O “novo” se refere ao sentido e
sentimento da multidão de combate ao biopoder e de resposta a crise de “anacronismo”
de algumas instituições.
sexta-feira, 14 de junho de 2013
"Transformar nossa carne em novas formas de vida" - notas sobre SP e o Brasil
![]() |
| Foto: Mídia NINJA |
“Multidão é o conceito de uma potência. Somente analisando
a cooperação podemos, com efeito, descobrir que o todo de singularidades produz
além da medida. Esta potência não deseja apenas se expandir, mas, acima de
tudo,quer se corporificar: a carne da multidão quer se consubstanciar no corpo
do General Intellect. (...) Tal como a carne, a multidão é pura potência, ela é
a força não formada da vida, um elemento do ser. Como a carne, a multidão
também se orienta para a plenitude da vida. O monstro revolucionário chamado
multidão que surge no final da modernidade busca continuamente transformar
nossa carne em novas formas de vida” (Antonio Negri - Para uma definição ontológica da Multidão).
quarta-feira, 12 de junho de 2013
Às vezes é preciso “desestatizar” o coração – mas sem perder a "razão"
“Quem ama é sempre muito escravo, mas não obedece nunca de
verdade” (Guimarães Rosa – GS:V)
![]() |
| Foto: Mídia NINJA |
Se um famoso filme difundiu a frase “todo coração é uma
célula revolucionária”, sinto me a vontade para dizer que, obstante o lirismo da
frase, creio que o coração muitas vezes é uma “célula de conforto”. Em matéria de política, muitas vezes,
intuitivamente tendemos a resistir quando o tema é uma reflexão mais
abrangente. Mas isso está longe de ser “natural”, é histórico, claro.
O meu coração guarda grande apreço pela figura de Fernando
Haddad. Foi um bom ministro da educação, fez uma bela campanha em busca da
prefeitura de São Paulo, e já prefeito, nos primeiros meses se comportou de
forma digna e coerente em muitos momentos.
Historicamente, meu coração guarda grande apreço pelos
movimentos sociais e pelas lutas populares brasileiras. Elas são parte da minha
vida e história.
O movimento que ecoa nas ruas de São Paulo tem gerado um
debate acirrado e muitas vezes, a meu ver equivocado, entre diversos corações de São Paulo e do Brasil.
Assinar:
Postagens (Atom)





